Crônica do dia
Acordou.
Dava tudo para não encontrar ninguem. Talvez aquele amigo de longa data com quem falava francamente e ninguém mais.
Não pronunciou uma palavra até a hora do almoço. Saiu de casa e sentiu uma vontade de viver. O mundo estava agradável. O dia era agradável e ele não conhecia ninguém. Perfeito.
Entrou no restaurante com cara de bar, fez um prato leve, pois tinha muito o que fazer a tarde, e falou olá e obrigado para a mulher da balança.
Pediu uma cerveja e ela veio muito gelada. O clima no bar era ainda mais agradável. A cerveja adormecia o lábio. A comida nada de mais.
Observava as pessoas passarem e um cliente de meia idade sozinho e que fazia piadas com os garçons.
Terminou a cerveja e pensou que gostaria de ficar mais.
Mas a cerveja havia acabado e ainda havia muito o que fazer naquele dia.